15
JAN
2016

CTB se une a trabalhadores do setor elétrico em ato contra privatização de companhias energéticas

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Centrais sindicais, movimentos sociais integrantes da Frente Brasil Popular e trabalhadores realizaram nesta terça-feira (12), em Brasília, um ato de protesto contra a privatização do do setor elétrico nacional. A manifestação ocorreu pela manhã, em frente ao Palácio do Planalto e também no Ministério de Minas e Energia (MME).

Cerca de mil participantes pediram que empresas de energia, como a Companhia Energética de Goiás (CELG), que teve a proposta de privatização aprovada em dezembro do ano passado, não sejam entregues ao domínio privado. Sindicalistas de sete estados ameaçados de privatização – Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Piauí, Alagoas e Goiás – e de várias partes do Brasil estiveram presentes no ato de hoje, na capital federal.

Em Goiás, militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) interditaram o trecho da BR 153, também em protesto contra a venda da CELG. Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) ocuparam o prédio do MME, acorrentados, contra a privatização das empresas energéticas.

Os líderes da mobilização foram recebidos pelo governo para ouvir a proposta da classe trabalhadora. O grupo sugere a junção de todas as distribuidoras e geradoras de energia na criação de uma empresa 100% pública para gerir o setor.

O governo goiano e a Eletrobras detêm 49% e 51% da CELG, respectivamente. Numa assembleia ocorrida em dezembro do ano passado, a estatal aprovou a venda de parte da companhia para o setor privado.

Funcionário da Eletronorte, Vítor Frota, que também é diretor de Juventude da CTB/DF e Secretário de Comunicação do Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF), diz que a luta dos movimentos foi intensificada para pressionar o governo a barrar a privatização. “Somos todos contra a entrega do setor elétrico estatal ao mercado. Com a aprovação da venda da CELG pela Eletrobras, nós dos movimentos sociais e sindicais temos pouco tempo para tentar desfazer essa intenção do Executivo, visto que o leilão da CELG está previsto para fevereiro ou março de 2016. Nós do STIU-DF somos solidários a luta dos companheiros eletricitários de Goiás. Os movimentos sociais do campo e da cidade estão de parabéns por este ato conjunto. É a luta coletiva contra a tentativa do Capital de acabar com o patrimônio público do povo brasileiro”, declarou.

Segundo Vítor, o grupo Eletrobras é composto por 15 empresas, entre distribuidoras e geradoras de energia, além do Centro de Pesquisa da Eletrobras (CEPEL). “O Executivo quer vender todas as sete empresas distribuidoras, a começar pela CELG, a mais lucrativa delas. Em outro ato que fizemos, no último dia 28, conseguimos adiar a aprovação da venda das outras seis distribuidoras. Mas até o momento o governo não abriu mão da privatização da companhia de Goiás. Estamos brigando há quase 1 ano e já conseguimos adiar o leilão da CELG várias vezes, no início de 2015”.

A presidente da CTB/GO, Ailma Maria, destaca a posição da central sobre a desestatização das empresas. “A CTB é totalmente contrária à privatização do setor elétrico porque sabe que o País precisa se desenvolver, gerar energia para produzir, mas a sociedade não pode pagar o preço. O estado tem que assumir toda a produção da energia elétrica. Viemos aqui conversar com a administração federal e propor outras alternativas para não privatizar”.

O presidente do Sindicato dos Urbantários no Amazonas, entidade filiada à CTB, Edinei Martins, disse que a empresa distribuidora de energia amazonense também corre risco de ser privatizada. Ele afirma que a CTB encabeça a luta contra as privatizações no estado, com o apoio de vários sindicatos de outras categorias, ligados à central.

“A CTB é contra o desmonte nacional, principalmente quando se dá em areas estratégicas, como a da energia elétrica. Vender o setor elétrico, que é um propulsor, vetor de desenvolvimento no Brasil, à iniciativa privatizada é um ataque aos trabalhadores e à soberania nacional. A venda dessas empresas vai causar demissões em massa e não trará bons resultados. A privatização causou enormes prejuízos em estados como Pará e Maranhão. Hoje os índices de abastecimento de energia e qualidade de serviço para a população nestes locais é muito ruim, além das tarifas terem aumentado. A privatização só é boa para quem compra”, destacou Martins.

As entidades organizadoras do protesto pretendem realizar, ainda este mês, atos por todo o País, caso as reivindicações de hoje não seja atendidas.

Fonte: Portal CTB

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