20
JUN
2017

De ato por ‘Diretas já’ a seminário contra a privatização da educação, terça-feira (20) é dia de luta!

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Esta terça-feira (20) será uma data significativa de luta contra o golpe que se aprofunda no Brasil. Em diversas cidades do país, as centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizam um Dia Nacional de Mobilização, uma espécie aquecimento, com atos culturais, rumo à greve geral de 30 de junho. As manifestações terão como bandeiras o “Fora Temer” e as “Diretas já”, bem como o combate às reformas Trabalhista e da Previdência que seguem em tramitação no Congresso Nacional mesmo com a grave crise institucional e a evidência cada vez maior da ilegitimidade do governo de Michel Temer e de sua completa falta de condições de permanecer no poder.

Já no caso específico da educação — um dos setores que, desde o início do governo golpista, há mais de um ano, mais tem sofrido sucessivos e severos ataques —, a Contee, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) participam, sob coordenação da CNTE, do seminário nacional “Privatização e mercantilização do ensino no Brasil”. A atividade, durante a qual também será lançada a Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), será realizada amanhã (20) e quarta-feira (21), no Hotel Nacional, em Brasília.

Embora esta seja uma luta da Contee desde sua fundação, em 1990 — e que ganhou ainda mais expressão nacional, há cerca de dez anos, com a campanha “Educação não é mercadoria”, lançada pela Confederação —, o tema assume especial destaque agora, no atual cenário político de desmonte dos direitos sociais, incluindo a educação.

A coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Contee, Adércia Bezerra Hostin dos Santos, destaca que todos os últimos encaminhamentos do período — o congelamento de investimentos, a retirada de recursos do pré-sal, um ensino médio voltado para o Sistema S, as idas e vindas em relação à educação à distância (EaD), a cobrança dos cursos de pós-graduação, o aparelhamento do Conselho Nacional de Educação (CNE), a destituição do Fórum Nacional de Educação (FNE) etc. — apontam para uma grande abertura ao capital privado, avançando inclusive na sobre a educação básica. “Então, o objetivo é esse: tentar chamar a atenção de nossas entidades para o perigo que está colocado para o próximo período em termos de privatização da educação”, alerta.

Veja aqui a programação do seminário

Nesta terça, portanto, em Brasília e em todo o país, a Contee estará reafirmando suas bandeiras: em defesa de uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada; contra as reformas Trabalhista e da Previdência; por nenhum direito a menos.

Fonte: Contee (Táscia Souza, da redação)

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